Escrito por:
Russeff Advogados
27/05/2025

A guarda compartilhada não exige divisão igual do tempo: o que toda mãe precisa saber

Imagine a seguinte cena…

Maria acabou de se separar. Com um filho pequeno, João, ela está emocionalmente abalada, cheia de dúvidas e preocupada com o futuro. Um dos seus maiores medos? A guarda compartilhada.

“Vou ter que dividir o tempo do meu filho exatamente ao meio com o pai? Vai ser uma semana comigo, uma com ele? Isso vai ser bom para o João?”

Essas perguntas tão comuns entre mães mostram como esse tema é cercado de mitos. E a verdade é: guarda compartilhada não significa divisão igual de tempo.

O que é guarda compartilhada, afinal?

A guarda compartilhada é o modelo legal padrão no Brasil. Ela garante que ambos os pais participem ativamente das decisões importantes da vida do filho, como escola, saúde, viagens, religiosidade.

Mas isso não significa, necessariamente, dividir os dias ou semanas de forma igual.

Flexibilidade é a palavra-chave

A lei permite que a convivência seja ajustada conforme a realidade da família. O tempo com cada genitor pode (e deve) respeitar:

  • A rotina da criança;
  • A localização das casas dos pais;
  • A logística escolar;
  • A disponibilidade emocional e prática de cada um.

A jornada de Maria

No início, Maria acreditava que teria que abrir mão de metade do tempo com João, mesmo sabendo que a alternância constante poderia desorganizar a rotina escolar e emocional dele.

Foi quando ela buscou ajuda jurídica e descobriu que a guarda compartilhada não exige divisão igual de tempo. Com apoio profissional, ela organizou um regime equilibrado:

  • João ficaria com Maria durante a semana (escola, tarefas, atividades);
  • E com o pai aos finais de semana alternados.

O resultado? Uma rotina mais estável para João e um relacionamento mais saudável com ambos os pais.

Então, o que você pode fazer?

Passo a Passo para um Regime de Guarda Saudável:

  1. Anote sua rotina e a da criança: escola, horários, deslocamentos.
  2. Avalie com realismo o que é viável emocional e logisticamente.
  3. Pense no que traz estabilidade para seu filho.
  4. Com essas informações em mãos, discuta um regime com o outro genitor ou com apoio jurídico/psicológico.
  5. Formalize o acordo por vias legais.

O conhecimento empodera

Muitas mães se sentem culpadas ou confusas ao pensar na guarda compartilhada. Mas conhecer seus direitos é o primeiro passo para tomar decisões seguras e proteger seu filho.

Como Maria, você não precisa enfrentar isso sozinha, nem seguir um modelo que não serve para sua família.

E Você?

Já refletiu sobre qual modelo de guarda atende melhor à rotina e ao bem-estar do seu filho?

Se esse artigo ajudou você a entender melhor a guarda compartilhada, compartilhe com outras mães que precisam dessa informação.

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